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O rio Araguaia - que significa Rio das Araras em Tupi - nasce a cerca de 1000 metros de altitude, na Serra dos Caiapós, divisa de Goiás e Mato Grosso do Sul, e funciona como um separador das bacias do Tocantins e Prata. De um lado, dentro do Parque Nacional das Emas, estão suas nascentes, que seguem rumo norte para desaguar no estuário das Amazonas, e do outro, o rio Taquari, que corre para sudoeste em direção ao Pantanal sul mato-grossense.
Em seu trecho inicial, olhos d'água formam múltiplos córregos que invadem margens e inundam matas de galeria, formando uma secessão de várzeas, lagos e incontáveis canais. Nesse trecho inicial não há leito definido e, a cada ano, as águas passam por um local. |
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Tal característica lhe confere um aspecto de veredas, e o torna um verdadeiro pantanal. Adiante, seu curso serpenteia pela região para atravessar cidades como Santa Rita do Araguaia, do lado de Goiás, e Alto Araguaia, do lado do Mato Grosso. A partir da Cachoeira Couto Magalhães, ele desce cerca de 300 metros por canais de pedras e encostas para sair de vez dos domínios da Serra dos Caiapós. Nas proximidades das cidades de Aragarças (GO) e Barra do Garças (MT), a 310 metros de altitude, começa a correr na planície, e assume definitivamente a forma que a maioria conhece: largo, grande e repleto de magníficas e extensas praias. Com esse perfil definitivamente traçado, passa a ser o cenário do mais famoso pôr-do-sol do cerrado, e habitat permanente de peixes e pescadores. Nas imediações de Luiz Alves divide-se em dois e - com seu braço menor, também conhecido como Rio Javaés - forma a maior ilha fluvial do mundo, o Bananal - que, entre outras coisas, abriga aldeias indígenas e o Parque Nacional do Araguaia. |
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Após ter percorrido cerca de 2600 quilômetros desde suas nascentes, já próximo a cidade de São João do Araguaia, no Pará, o Araguaia deságua no Rio Tocantins e desenha o Bico do Papagaio - região de confluência dos Estados do Tocantins, Para e Maranhão. |
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O Araguaia alem de farto em peixes, e praticamente imbatível em belezas naturais. Suas águas claras lambem as areias brancas das praias e suas matas são repletas de vida. Aves e animais raros e belos como as ciganas, o tuiuiú, o jacaré, a capivara, o boto, entre outros seres fascinantes, são facilmente visualizados e posam tranquilamente paras os clics de maquinas fotográfica. |
Tanto na alvorada quanto no crepúsculo se tem o privilegio de admirar um mundo que fica todo alaranjado por influencia do nosso "astro rei". E um momento de êxtase, próprio para se entrar em transe diante do feitiço que e contemplar a beleza e o capricho com que o lugar foi feito. No mês de julho, uma verdadeira multidão invade sua orla em busca de entretenimento, e é tanta gente que cria uma disputa acirrada por cada palmo de suas praias. |
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No rio, em seus afluentes, ou ainda nos inúmeros lagos, a variedade de peixes esportivos é impressionante. Entre as espécies de couro destacam-se palmitos, jurupocas, barbados, cacharas, surubins chicote (bargadas), piranambus, jaús, pirararas, filhotes e piraíbas (na verdade, o mesmo peixe que e chamado de filhote até ter cerca de 80 kg).
Os peixes de escama também estão bem representados: traíras, piaus flamengo e três pintas, sardinhas facão, apapá, matrinxas, bicudas, cachorras facão e larga. Nos lagos e baias, predominam tucunarés pitanga e azuis, aruanãs e os gigantescos pirarucus.
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Os peixes de escama também estão bem representados: traíras, piaus flamengo e três pintas, sardinhas facão, apapá, matrinxas, bicudas, cachorras facão e larga. Nos lagos e baias, predominam tucunarés pitanga e azuis, aruanãs e os gigantescos pirarucus.
A família de peixes redondos também é grande e está representada por diversos tipos de pacus: curupeté, branco, ferrada, dente seco, folha, manteiga e as “criadas” caranhas.
Piranhas como a vermelha, branca, preta, queixo de burro e chupita, também não faltam, e no tamanho certo são ótimas iscas para as pirararas.
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